Não é tarefa fácil (tentar) explicar em palavras o que VIVENCIAMOS, então aqui está um pequeno relato da nossa jornada.
Nossas manhãs, começavam bem cedo (06:00), e bem antes do sol nascer já estavamos caminhando, as 06:30 da manhã! Algo fora do comum para nós naquele momento. Além disto, caminhar com mochilas também era «novidade» pra nós, e no nosso caso, eu acabei levando a maior e mais pesada (queria «poupar» Denise). A partir do terceiro dia porém, fomos fazendo ajustes, para que cada um carregasse o peso adequado.
Outro ponto (novidade) para nós foi «trabalhar» nossa motivação (correta) e também nossas renuncias, ou seja, «aliviar o peso/as cargas», durante o trajeto… Nós dois, estavamos/estamos lidando com luto (s), a dor das perdas e o sofrimento. Lidar com, os traumas, o passado, e a recente perda do meu irmão (e minha tia) faziam parte desta carga. Já no caso, da minha esposa (que carregava com suas próprias cargas) lidava também com ansiedade, a tristeza, sentimentos de angústia e desânimo, e até depressão! Como se ela (e eu) estivesse vivendo dias sombrios, cinzas, e não conseguisse «ver o sol». Porém, DEUS falou para ela (para nós) que precisava passar pelo processo dela, e não fugir; acolher as emoções e os sentimentos, e não negar o que estava passando, pois DEUS estava do seu lado! E assim estavamos (por dentro)…
E por fora, as dores pelo peso das mochilas, nas costas, joelhos e claro, nós pés cansados, tudo isto nos fazia pensar em desistir, que não íamos conseguir…
Porém, a cada passo que davamos, km caminhado, a cada «pueblo o ciudad», a cada albergue ou cafetería, fomos pouco a pouco SUPERANDO, e DEUS nos animando e sustentando até, finalmente, chegarmos a Praza do Obradoiro!! Alivio, lágrimas, alegría, gratidão, e corações renovados!
Somos peregrinos, com «os pés no chão e a mente na eternidade!»
Gustavo e Denise
